Eleições dos EUA: o que o Brasil tem com isso?

Elisa Franco – 11/11/2008

Na quarta-feira, madrugada do dia 5 de novembro, o democrata Barack Obama venceu o republicano John McCain pelas eleições norte-americanas. O fato entra para a história, já que a eleição de Obama significa a ascensão de um negro, pela primeira vez, ao poder norte-americano e representa a possibilidade de drásticas mudanças no cenário mundial, tendo em vista os planos do novo presidente e a influência que os Estados Unidos exercem sobre o planeta.

Barack Obama tem atraído a atenção mundial não só por surpreender nas votações norte-americanas, mas também por suas ousadas declarações sobre política internacional. Por trás delas, está uma professora da Kennedy School of Government da Universidade de Harvard, a irlandesa naturalizada americana, Samantha Power. Ela é a principal consultora do senador de Illinois para assuntos de relações internacionais e combate ao terrorismo, além de especialista em política internacional. “Barack Obama é o único candidato que tem condições de mudar radicalmente a política externa norte-americana e de reconquistar a credibilidade internacional dos EUA. Jamais apoiou a guerra do Iraque e sempre fez críticas abrangentes à abordagem armamentista do governo George Bush. Sua imagem diante da comunidade internacional será a do líder de um país diferente (…) Uma política que, de fato, vise à paz.”

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Fonte: internet

Samantha garante que Obama pretende conversar com todos os líderes mundiais, sem ter pré-condições. Ele propõe um rumo radicalmente novo para a política internacional norte-americana, e com uma grande ousadia. Vai conversar com Fidel Castro, por exemplo, para abrir algumas possibilidades de redução do embargo a Cuba, podendo, inclusive, permitir o tráfego de viajantes entre os dois países. Trata-se de uma nova postura. E onde fica o Brasil nessa história? Samantha diz que Obama terá o Brasil como um parceiro privilegiado: pretendem defender, por exemplo, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, que tem sido uma das  reivindicações brasileiras mais importantes. Querem que o Brasil tenha um lugar permanente neste conselho, assim como a Índia, e que haja espaço também para um país africano, que pode ser a Nigéria ou a África do Sul. “A reforma do Conselho de Segurança e a revalorização da ONU, como um foro mundial, são fundamentais para Obama”, completa.

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