Mulheres de Juiz de Fora denunciam agressões

Média de casos registrados na Delegacia de Mulheres chega a 500 por mês

Daniela Schmid – 10/11/08

Em uma manhã de quarta-feira, havia fila na delegacia de mulheres de Juiz de Fora. A maioria das presentes ia tirar cópia de um boletim de ocorrência que relatava a agressão ou a ameaça de um companheiro.

As delegadas Isabella e Sônia
As delegadas Isabella e Sônia

Algumas queriam conversar com a delegada Sônia Parma, que é policial há 27 anos e há 12 atua como delegada de mulheres. No próximo ano, Sônia deve se aposentar e passar o cargo para Maria Isabella Santo, que está há sete meses na delegacia.

Em Juiz de Fora, são registradas em média 500 ocorrências de violência contra a mulher por mês. A maior parte dos casos são relatos de lesão corporal e ameaça, porque nem sempre a agressão é física, mas pode acontecer com palavras.  De acordo com a delegada Sônia, a violência contra mulheres é mais visível, no Nordeste; mas, no Sudeste, existe um número maior de denúncias, devido à maior difusão de informação e de estruturação dos serviços de proteção à mulher. Mesmo assim, a delegada afirma que esse tipo de violência continua sendo um problema de dimensão mundial.

A violência contra a mulher ocorre quase sempre dentro de casa. Na maior parte dos casos, o agressor é o marido ou o companheiro, o filho ou o padrasto. Por isso, a mulher em situação de risco precisa saber como reagir em caso de agressão. Está em fase de implantação, no Brasil, a ReViva, uma rede que envolve diversos serviços de combate a esse tipo de violência. Entre eles, a Delegacia de Mulheres de Minas Gerais, que está mudando de nome para Grupo Tático Operacional Divisão de Família. Existe também a Lei Maria da Penha, que regulamenta os casos de violência contra a mulher. Conhecer seus direitos é a arma que a população feminina tem contra o seu agressor.

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2 Respostas para “Mulheres de Juiz de Fora denunciam agressões

  1. Savio Melgaço

    Dani, faltou, à matéria, falar se os índices de violência estão aumentando ou diminuindo. Além disso, seria legal, também, uma abordagem sociológica ou psicológica desse tipo de comportamento.
    Dentro do que foi proposto por você, está ok.

  2. Ana Paula

    Gostaria de saber se em casos de estupro, quais podem ser as consequencias psicológicas desencadeadas a partir do crime, ou uma suposta gravidez
    indesejada.

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