Sétima edição do Primeiro Plano discute identidade latino-americana

Poliana Cabral – 27/10/08

O que conhecemos sobre a cultura latino-americana? Qual a semelhança do Brasil com os outros países do cone-sul? E as nossas diferenças, são muitas? Essas perguntas assim como suas possíveis discussões podem ser vistas na sétima edição do Festival de Cinema Primeiro Plano, que agora passa a se chamar Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades.

 

Aleques Eiterer, coordenador-geral do Primeiro Plano

Aleques Eiterer, coordenador-geral do Primeiro Plano

Seguindo esta linha está o slogan do festival: “Imagens entre nós”. Com esta temática é que o coordenador-geral do festival, Aleques Eiterer, planeja discutir nossas identidades culturais, e, principalmente, o papel da imagem cinematográfica. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Este ano ampliamos espaços, filmes e equipes e esperamos que, com isso, tenhamos um grande intercâmbio de culturas entre as pessoas do festival, além de discutirmos a identidade audiovisual latino-americana.”

 

Tarcisio Pinto, coordenador das oficinas do festival

Tarcísio Pinto, coordenador das oficinas do festival

Durante a programação, o festival exibirá a Mostra Competitiva Regional e Nacional, a Mostra Independentes e a Mostra Mercocidades de Curta-Metragens, que trará realizadores de diferentes países latino-americanos. A exbição destes filmes ocorrerá no Cinearte Palace, no cinema do Independencia Shoping, o UCI, e em uma tenda montada no parque Halfeld (saiba mais sobre a progamação). Outra atividade são as oficinas do festival, que podem ser dividas em três orientações básicas: de formação técnica, como a de Direção de Arte, de trabalho social, como as Oficinas Querô e de teorias, como a Oficinas de Crítica. Para o coordenador das oficinas, Tarcício Santos Pinto, o festival tem crescido muito através das oficinas que oferece, possibilitando o surgimento de novas informações e debates. “Na medida em que se ampliam os debates, a população começa a reconhecer a importância do festival para a cidade e isso ocorre muito por causa das oficinas.”

Além disso, o Primeiro Plano continua com o projeto social Sessão-Escola, uma parceria do festival com escolas públicas de Juiz de Fora. O objetivo é levar o cinema para a vida de crianças que ainda não tiveram a oportunidade de assistir a filmes na telona. E quem irá animar o cinema da meninada este ano é o filme de Ale Abreu “Garoto Cósmico”, que será exibido no Cinearte Palace, de terça a sexta, às 15 horas.

 

 

Estréias de peso

O festival conta com a pré-estréia de três longas nacionais muito elogiados na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: “Titãs, a vida até parece uma festa”, do titã Branco Mello e de Oscar Rodrigues Alves, “Loki – Arnaldo Baptista”, de Paulo Henrique Fontenelle e “Waldick, sempre no meu coração”, de Patrícia Pillar. O filme sobre a vida dos Titãs abrirá o festival, no cine Theatro Central, às 20 horas desta segunda-feira, juntamente com o curta “Urbe”, do cineasta juizforano Marcos Pimentel. Já o documentário “Loki – Arnaldo Baptista” será exibido às 21 horas, na quarta-feira, dia 29, no Cinearte Palace, no horário reservado a pré-estréia de longas metragens. Por fim, o longa-metragem de Patrícia Pillar sobre Waldick Soriano encerra o festival no sábado, seguido da cerimônia de premiação e do curta “Balada de duas mocinhas de Botafogo”, que ganhou o festival ano passado.

 

José Santos

 

A homenagem do festival este ano vai para o cineasta José Santos, que terá três curtas exibidos no sábado, às 17 horas, no Cinearte Palace: “Bar redentor”, “Viaduto do chá” e “Carta a Cuba/Carta ao Brasil”.

 

Novidades

Caracterizado por ser um festival exclusivamente voltado para cineastas estreantes, o Primeiro Plano chega com duas novidades este ano: a abertura de inscrições de vídeos para quaisquer formatos de captação e o prêmio Incentivo Primeiro Plano. Conseqüência destas atitudes ou não, o fato é que, o festival de 2008 bateu o recorde de inscrições de vídeos das edições anteriores, com 180 curta-metragens para a mostra competitiva Nacional e cerca de 30 para a competitiva Regional. O prêmio, no valor de cinco mil reais, será destinado ao melhor filme feito por alunos de universidades da cidade e é uma parceria da UFJF com o Luzes da Cidade – Grupo de Cinéfilos e Produtores Culturais.

 

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