Cultura é valorizada em Juiz de Fora

Cláudia Oliveira 18/03/09

No ano em que o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga completa duas décadas, a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa, decretou o evento como um bem imaterial da cidade.

Júlio César Santos, vice-presidente do Centro Cultural Pró-Música, afirmou que a principal razão do decreto foi que o festival teve a competência de interferir na produção cultural do país. “O que legitima essa afirmativa são as inúmeras premiações que o festival ganhou, além da visibilidade nacional inquestionável”. Júlio Cesar ainda brinca dizendo que isso rompe com o ditado de que “santo de casa não faz milagres”, referindo-se à premiação feita pela Prefeitura. Confira o que Júlio César falou sobre as perspectivas depois de saber decreto.

O Pró-Música tem 38 anos de existência e, junto com o Festival, prima na formação de músicos e também de platéia, razão pela qual todas as apresentações têm entrada franca. Vinícius Faza é aluno de violino do Pró-Música e participa do evento desde a 11ª edição. Ele acredita que o decreto foi muito justo, porque considera o Festival o maior do gênero no Brasil, além de ser reconhecido internacionalmente. “Indiscutivelmente foi mais que merecido, em minha opinião, já veio até tarde”, conclui ele.

Vinícius acha que a principal qualidade do evento é o intercâmbio cultural oferecido, não só para o público, mas também para os alunos. “A gente tem oportunidade de crescer como músico e como pessoa, pois conhecemos artistas de várias partes do Brasil e do mundo”, afirma. Para o vice-presidente do Pró- Música, Júlio César, a homenagem ao festival significa que o poder público está traduzindo para Juiz de Fora a importância do evento.

Veja o vídeo de Vinícius Faza tocando a música Bachianas número 5 de Vila Lobos.

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2 Respostas para “Cultura é valorizada em Juiz de Fora

  1. dehnobre

    Esse festival é muito legal mesmo. Com artistas importantes no cenário nacional e internacional, é um evento que marca a cidade. Bom saber que foi enfim instituído como um bem maior nosso. Parabéns pela matéria.

  2. Senti uma tentação incrível quando li este artigo sobre a cultura em Juiz de Fora. Há 50 anos atrás, recém-casado e pai de um filho, o Alexandre , desempregado , tentei ganhar algum dinheiro vendendo livros da “Delta-Larrouse” na Manchester Mineira. Não conhecia ninguém. Hospedei-me num modesto mas aprazível hotel de um casal de portugueses ,que foram ótimos para mim. Saí, na cidade desconhecida, com a cara e coragem de um pai de família aflito. Andei, andei,entrei em edifícios e casas e fui muitobem recebido.”Gamei” com o povo juizdeforano. Mas, precisava vender mais. Na rua Halferd (é assim mesmo?) montei uma barraca. Talvez tenha sido o primeiro camelô de alta cultura. Espalhei os livros na mesa junto com os “displays”. Gritava: Senhoras e senhores! Venham e vejam o máximo em cultura. Além desta, uma arte linda em encardenação. Papel de luxo!Dicionários, Geografia e História, Enciclopédias, tudo para um futuro melhor!
    E o povo de Juiz de Fora não me decepionou. Vendi tanto que os meus patrões pensaram que eu estava blefando ou armando alguma mutreta. Mandaram verificar. Descobriram que se tratava de um bom vendedor e uma ótima freguesia. Fiscais da Prefeitura vieram para me retirar dali mas, sairam com livros a pagar depois de assinarem um pedido. Fiz então ótimos amigos em Juiz de Fora. Fiquei “fan” da cidade. Cheguei a lamentar quando, para ganhar bem mais, tive que mudar de empresa e ramo. A vida, esta “roda viva”, impediu-me que voltasse à Juiz de Fora. Mas, tenho certeza que alguém, daqueles saudosos tempos, morador de JF, há de se lembrar de mim.

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