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Guest Fashion movimenta a economia juizforana

Por Thalita Souza

Nos dias 01, 02 e 03 de abril aconteceu em Juiz de Fora o Guest Fashion, uma mega liquidação, que transforma o Victory Business Hotel em shopping. É o maior evento deste tipo na região. teste

Foram 70 lojas, instaladas em sete andares do hotel, oferecendo grandes marcas a preços muito baixos. Durante três dias foi movimentado aproximadamente um milhão de reais. A diretora da Duetto, Aline Firjam, comenta com orgulho a expansão do evento: “O crescimento do Guest Fashion superou e muito as expectativas. Hoje, ele já está totalmente consolidado no calendário da cidade e das lojas, que já contam com a feira. A procura é muito grande”.

A história do Guest Fashion

Trata-se de uma queima de estoque das principais marcas nacionais e regionais. A ideia foi inspirada em um modelo de feiras que acontece em São Paulo para pequenas lojas, como conta Aline: “O modelo é exatamente o mesmo; acontece dentro de um hotel, e os quartos são ocupados pelos lojistas. A diferença é que, em São Paulo, a feira era aberta apenas para outros lojistas, com CNPJ. Ou seja, esse tipo de evento já existia, a ideia foi apenas conseguir adaptá-lo a Juiz de Fora, com todos os desafios que isso trazia. Havia toda a expectativa com relação à aceitação dos lojistas e do próprio público juizforano, já que era uma novidade. Mas, no final, tudo deu muito certo.”

Na primeira edição, o Guest Fashion atraiu mais de 12 mil pessoas em três andares do hotel, hoje o número de andares ocupados é mais que o dobro.

Outro fator importante é que o evento favorece os consumidores não só pelos preços, mas também por terem acesso a mercadorias de qualidade com entrada franca. O ganho para as lojas é natural, além de divulgarem seus produtos, os lojistas aproveitam para divulgarem suas marcas de forma muito eficiente. Aline comenta ainda que o público do Guest Fashion é muito grande e bastante fiel. Com isso tudo, a própria economia da cidade acaba ganhando, já que o bazar movimenta os arredores do Victory também.

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O empreendedorismo de empresas juniores na formação de jovens acadêmicos

Por Thalita Souza

Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, o empreendedorismo deixa de ser um diferencial e passa a fazer parte da rotina de muitos jovens. Em busca de um contato com o mercado de trabalho antes de sair da faculdade, os estudantes se organizam para gerenciar empresas, com clientes reais, que fazem parte de uma federação, mas sem fins lucrativos. Esse empreendimento é chamado de Empresa Júnior.

As empresas trabalham de forma integrada no Brasil inteiro. São geridas por federações, em nível estadual, e por uma confederação, em nível nacional. O movimento conta com mais de 22 mil universitários espalhados em cerca de 700 empresas juniores por todo Brasil e realiza mais de 2 mil projetos por ano.

A integração e a coordenação dessas empresas ficam a cargo da Brasil Júnior, o órgão máximo entre as EJs, que é formada por estudantes vinculados às empresas.  A atual presidente da  Acesso Comunicação Junior, empresa de Comunicação da UFJF, Magali Pereira, explica a importância de uma empresa ser ligada ao movimento. “O principal motivo de uma EJ estar ligada às outras instâncias do movimento empresa junior, como a federação do seu estado e a confederação nacional, é o fato de ela se integrar ao MEJ de forma efetiva, para que possa buscar cada vez mais crescimento para a sua empresa. Estando em contato com o exterior, a EJ pode aprender práticas de gestão e mercado que podem auxiliar no desenvolvimento do seu negócio, fazer contatos importantes com outras empresas juniores e também empresas seniores que valorizam muito a atuação dos juniores no mercado.”

Os eventos

O principal objetivo dessas empresas universitárias é promover a capacitação dos membros, que recebem aprendizado em troca da dedicação oferecida ao trabalho. Para isso, acontecem eventos em todo o Brasil, com palestras, apresentação de cases e workshops.  O próximo evento acontece em Belo Horizonte, o EMEJ BH, nos dias 19, 20, 21 e 22 de maio.

Apresentação de case da Acesso Comunicação Jr. no Encontro Nacional de Empresários Juniores.

Uma grande oportunidade nestes encontros é a chance de apresentar cases. Assim, a gestão do conhecimento dentro do MEJ é mantida, e a empresa pode ter seu trabalho reconhecido.

O assessor de publicidade da Brasil Júnior, Mateus Almeida, já participou de dois encontros estaduais e um nacional e comenta;  “acredito que o MEJ é um movimento que sobrevive por causa da integração entre as EJs e dos seus membros. Todas as metas traçadas têm como objetivo fortalecer o conjunto e fazer com que todos caminhem para um objetivo em comum dentro da sua própria realidade”.

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Shows na Praça Cívica encerram semana de recepção aos calouros

Por Thalita Souza

Para dar as boas vindas aos calouros da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) , o Diretório Central dos Estudantes (DCE) realizou duas semanas de palestras, apresentações e shows com a proposta de integrar os novos alunos da Universidade ao meio acadêmico e social.

A Coordenadora Geral do DCE, Mirelly Cardoso, conta que o número de estudantes que compareceu às palestras superou as expectativas. “A intenção de se ter apenas um debate por dia, com temáticas diversas, em uma unidade diferente do campus, é para que todos pudessem participar sem maiores prejuízos para os alunos. A estratégia deu muito certo! Contamos com a presença de vários estudantes e também de professores e técnicos da UFJF. Todos os debates tiverem uma média de participação de 50 pessoas, tendo como ápice aqueles ocorridos no ICE, que contaram com a presença de 300 alunos”.

Para encerrar a semana, na sexta feira, dia 15, três bandas animaram a noite na praça Cívica da UFJF. Foram elas: Samba Flex, Baile do Silva e SA Rock ‘n’ Roll, que cantaram para cerca de quatro mil estudantes.

Próximos Eventos

Para o próximo semestre, o DCE está preparando uma recepção nos moldes da primeira. Apesar de muitos alunos que ingressarem em agosto serem moradores de Juiz de Fora e já terem participado dessa primeira calourada, a idéia é de que os estudantes de fora da cidade ou aqueles que perderam a oportunidade, tenham uma segunda chance de tomarem conhecimento das informações propostas pelos debates.

Mirelly comentou também sobre outros eventos organizados pelo diretório. “A proposta da gestão ‘Outras Palavras é que o DCE promova debates, palestras e eventos não só em datas ‘carimbadas’ como a recepção de calouros, fim de semestre, etc. Por isso, estamos promovendo, mensalmente, um debate com temas diferentes sobre diversas áreas. Para o mês de maio teremos, no dia 11, o segundo “DCE Debate”, abordando a questão das cotas raciais e o combate ao racismo. A data é propícia para aproveitar o III Encontro de Negros, Negras e Cotistas, organizado pela UNE, que acontecerá nos dias 20,21 e 22 de maio na cidade de Salvador, Bahia”.

A estudante lembrou também que o DCE  está organizando a “Festa de encerramento da Semana de História e Boteco Itinerante do mês de maio”, que acontecerá no ICH. O evento será realizado em parceria com o DA de História,  na sexta-feira, dia 13.

Para outras informações sobre eventos e para acompanhar as ações do diretório, acesse o site.

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O efeito de anabolizantes e os riscos reais para a saúde

Por Thalita Souza

Foi Oscar Wilde, um escritor irlandês reconhecido por sua ríspida franqueza, quem disse, em torno de 1870, que “só os tolos não julgam pela aparência”.  Ser considerado bonito é um desejo tão antigo quanto a própria humanidade, e a busca pela perfeição física acompanha as gerações sem respeitar limites geográficos.  Desde o hábito de amarrar os pés na infância, praticado por chinesas até 1950, ou o uso de espartilhos por volta do século XVI, praticado pelas mulheres inglesas, a sociedade parece acostumada a encarar modificações e acessórios perigosos no ritual das aparências.  Talvez por isso seja comum ignorar os riscos de medicamentos que são conhecidamente prejudiciais para a saúde em busca dos benefícios passageiros que eles oferecem. Esses remédios, conhecidos como anabolizantes, servem em maior parte como artifício de homens, que, exatamente como as mulheres,  se rendem à indústria farmacêutica e de cosméticos para se sentirem belos e atraentes.

Pés de uma chinesa de 84 anos após modificações com ataduras na infância

Não é portanto uma questão de sexo. Segundo pesquisa realizada pela 2B Brasil Research, com 400 homens, 82% deles, entre 25 e 64 anos, acha fundamental cuidar da aparência e gastam cerca de 15% do salário com produtos para essa finalidade.

O remédio  mágico

Enquanto os padrões de beleza exigem mulheres magras e esguias como as supermodelos famosas, o desejo de 85% dos homens brasileiros é ser forte. A vontade é antiga e pode ter origem nos elementos de masculinidade associdados aos músculos. Um bom exemplo é o desenho Popeye, famoso desde a década de 30 até os anos 90, e que sempre associou o aumento da força do protagonista com a possibilidade de enfrentar os inimigos e salvar a enamorada mocinha, criando na mente de jovens a sensação de que a massa muscular pode ser um símbolo de sucesso e admiração.

Os anabolizantes funcionam à base de hormônio masculino, testosterona, com as características anabólicas e androgênicas que geram a hipertrofia muscular em um menor espaço de tempo, dando essa ilusão “milagrosa” de um crescimento rápido do corpo, exatamente como o espinafre fazia com o personagem principal da animação.

O grande problema dessa ilusão é justamente por ter em sua origem um efeito enganador. O aumento de “tamanho” na verdade não é devido ao aumento de músculos saudáveis, e sim do acúmulo de água no corpo. Esse “inchaço” não tem qualquer relação com um aumento da força da pessoa e, além disso, piora significativamente a saúde. Espinhas, risco de impotência e distração, alterações de personalidade – como aumento de agressividade e ansiedade – estão entre os comprovados efeitos colaterais.

Além disso, o uso desses medicamentos, na maioria das vezes, leva à dependência. Depois de um período, de geralmente oito a dez semanas, a pessoa atinge seu auge muscular, mas o organismo não está preparado para produzir aquela quantidade de hormônios, e o usuário aos poucos começa a perder massa. O que o leva a começar um novo ciclo.

Um dos entrevistados, que não quis se identificar, afirma:  “Geralmente quem usa muito, e conhece, fica um período sem usar para o organismo dar uma estabelecida. Aí, depois de um tempo, usa de novo.” O que ameniza, mas não acaba com os efeitos colaterais.

O problema é na cabeça

A grande maioria de jovens que utiliza anabolizante não tem qualquer problema físico e o que os leva a utilizar esse recurso muitas vezes está relacionado a problemas com a auto-estima, como explica a psicóloga Dária Rodrigues. “Às vezes, existem imagens distorcidas de si mesmos e eles buscam recursos externos para se adequar aos padrões. Depositam no uso de anabolizantes não só a busca pelo corpo perfeito, mas se enquadrar no perfil. Perdem o limite porque o foco sai das relações interpessoais e o bem-estar individual, buscando reinserção através de um método artificial”.

Segundo o preparador físico Ricardo Aguiar, “as pessoas que malham conseguiriam efeitos similares e muito mais saudáveis e duradouros simplesmente fazendo atividades regularmente. Nenhum dos jovens que usa anabolizante costuma apresentar problemas para ganhar massa, e isso é mais uma atitude preguiçosa, de quem quer resultados na hora, mas isso é impossível”. Ricardo completa ainda afirmando que o exercício genuínio aumenta a porcentagem de massa magra no corpo, aquela que faz bem para a saúde, diminui a gordura do organismo e ainda aumenta a “força” de verdade, não falsamente como com os remédios. “Você se sente ficando mais forte e percebe uma melhora na coordenação motora e na habilidade de manusear peso no cotidiano”, finaliza Aguiar.

Desenho animado de 1933, Marinheiro Popeye

Para o preparador, qualquer pessoa pode se tornar um “Popeye” de verdade, mas, para isso, precisa de características como perseverança e disciplina; “valores muito mais reais do que o remédio mágico”.

O importante, de acordo com a professora de Educação Física, Marina Sant’Ana é “não se preocupar primeiramente com a forma física e sim com a saúde. É possível conseguir um corpo bonito, mas, para isso, deve se praticar atividades prazerosas, que irão influenciar em suas vidas de maneira positiva, que possam dar satisfação, onde possam estar em contato com outras pessoas e acima de tudo trarão saúde”.

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