Arquivo da categoria: Política

Parlamento Jovem dá oportunidade para estudantes na política

Por Renato Itaboray

Foi instalado na tarde do dia 24 de março, o Parlamento Jovem da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em Juiz de Fora. A cerimônia marcou o início da participação política de 85 estudantes juizforanos do 1º e 2º anos do ensino médio. Alunos da Escola Estadual Coronel Antônio Alves Teixeira, dos colégios Santa Catarina e dos Santos Anjos formam o grupo que fará contribuições à legislação estadual referente à destinação ideal de resíduos.

Os alunos serão responsáveis pela discussão do assunto e pela produção de propostas a serem encaminhadas ao Parlamento Mineiro. As propostas podem contribuir para as legislações municipais, já que serão primeiramente discutidas na Câmara Municipal.

O projeto foi desenvolvido no ano passado em Belo Horizonte e agora parte para o interior de Minas Gerais, contemplando 12 cidades. Além do respaldo da Câmara Municipal, os alunos contarão ainda com o apoio de monitores da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

A ação dá novos ares à educação dos alunos, mostrando caminhos alternativos para o ensino nas escolas. O programa incorpora valores democráticos aos alunos, ao mesmo tempo em que aperfeiçoa as instituições políticas, por meio da participação.

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Diminuição de cursos de Jornalismo em JF preocupa estudantes e professores

Por Bruno Ribeiro

Juiz de Fora é uma cidade com mais de 500 mil habitantes, situada entre Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, os três maiores centros urbanos do país. Ótimo lugar para estudar, trabalhar e começar a carreira como jornalista, certo? A resposta talvez fosse afirmativa há alguns meses. No entanto, os últimos acontecimentos não deixam quem tem o objetivo de seguir a carreira na cidade muito satisfeitos.

A Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac) acabou com o curso de Jornalismo da instituição.  Desta forma, somente o Centro de Ensino Superior (CES), a Estácio de Sá e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) teriam habilitações para jornalista, o que deixa alunos e professores em alerta.

“Eu vejo com muita tristeza essa situação. Sonhos e ideais de muitas pessoas estão sendo impedidos pelo fechamento dos cursos”, afirmou o professor doutor Márcio Guerra, da Faculdade de Comunicação Social da UFJF. Segundo ele, muitas pessoas precisarão encontrar alternativas em outras cidades ou, até mesmo, escolher outro curso, o que considera lamentável . No entanto, o professor vê um lado positivo nessa questão. “Muitas faculdades abriram seus cursos de Jornalismo de forma aventureira, sem responsabilidade e condições de formarem jornalistas qualificados. Nesse ponto, é até melhor que as portas sejam fechadas”.

Quem também vê estão questão sob dois prismas  é o professor Fred Belcavello, que leciona no CES e na UFJF. No entanto, ele enxerga aspectos diferentes dos de Márcio Guerra. O lado positivo seria em relação ao número de pessoas formadas entrando  no mercado de trabalho que, segundo ele, é muito grande na cidade e vai diminuir com este corte. Por outro lado, a exclusão dos cursos tem uma parte ruim. “As faculdades de Jornalismo empregam os professores e os próprios jornalistas. Portanto, vejo com muita preocupação essa questão”, completou.

Quem também fica prejudicado, obviamente, é o aluno. Estudante do sexto período noturno, Giovane Rezende acredita que a extinção de cursos de Jornalismo na cidade seja um retrocesso. “Ano passado já tivemos a perda da validade de nosso diploma. Com esta diminuição fica cada vez mais difícil conseguir formar bons jornalistas e cumprir a demanda do mercado. Isso só o piora o quadro de jornalistas na cidade, que já não é dos melhores”.

Jornalismo Noturno da Federal em discussão

A Faculdade de Comunicação Social (Facom) da UFJF está em meio a uma discussão que pode terminar com mais um curso noturno de Jornalismo na cidade. Isso ocorreria com a criação da habilitação para Rádio, TV e Internet, que foi acertada em reunião. Por votação, ficou decidido que o novo curso entraria no lugar do noturno, o que gerou uma reação imediata dos alunos. Representados pelo Diretório Acadêmico Wladimir Herzog (DAWH), os estudantes fizeram um abaixo assinado e várias manifestações contra essa medida. Em nova reunião, a direção da Faculdade decidiu, junto com os  professores, rediscutir o assunto de maneira mais aprofundada. Em 2012, o Jornalismo Noturno está garantido na Federal.

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Políticos veem mídias sociais influenciarem na gestão

Por Jani de Souza

Que as mídias sociais têm sido um bom instrumento para o marketing de guerrilha, ninguém pode negar. Muitas empresas usam Orkut, Facebook e Twitter, por exemplo, para divulgarem sua marca, sua ideia. Porém, não são só empresas que andam usufruindo da popularidade que esse tipo de mídia tem. Políticos e prefeituras também usam a rede para fazer suas ações. Contudo, o que vem para o bem, também pode vir para o mal. O que as empresas e, principalmente, as prefeituras fazem quando recebem críticas negativas?

O assessor politico, Luiz Gustavo Fernandes, explica que nessas horas o mais importante é avaliar o que está em questão e procurar dar uma resposta às críticas o mais rápido possível. Ele ressalta que o importante é não deixar que vire uma onda de reclamações. “Inicialmente, não podemos deixar que essa reclamação se espalhe, então a resposta imediata é necessária. Nem que seja um simples: vamos tentar resolver”, ressalta o assessor.

Há quem diga, porém, que essas reclamações acabam dando em nada, e que, na verdade, as mídias sociais são um modo de enrolar o cidadão. A vendedora Alice Moura disse que reclamou sobre um buraco na rua da sua casa via Twitter, e nada foi feito. Mesmo depois de dois meses, a rua continua esburacada. “Já reclamei por Twitter. Na hora, até me deram atenção, mas depois nada. Esperei entrarem em contato comigo, mas eles não fizeram isso. Me senti enganada”, reclamou Alice.

Apesar do avanço tecnologico, ainda existem os que acreditam que o meio mais eficiente para fazer reclamações é o rádio. Ele tem sido o aliado da população e, muitas vezes, é sinal de dor de cabeça para os assessores de prefeituras. “O rádio é mais difícil de se controlar, nem sempre dá para oferecer uma resposta imediata. Quando o assunto se torna uma onda é mais fácil dar uma resposta, já que o assunto chega de imediato aos nossos ouvidos”, ressaltou Luiz Gustavo.

Seguem abaixo alguns endereços de Twitter de prefeituras e políticos brasileiros:

Prefeitura de Juiz de Fora: http://twitter.com/#!/SCS2009

Prefeitura de São Paulo: http://twitter.com/#!/prefeituraSP

Prefeitura de Porto Alegre: http://twitter.com/#!/Prefeitura_POA

Plínio Arrudahttp://twitter.com/#!/pliniodearruda

Dilma Rousseffhttp://twitter.com/#!/dilmabr

Aloisio Mercadantehttp://twitter.com/#!/mercadante

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Vereador Isauro Calais, do PMN, é pré-candidato à PJF

Além do vereador, outros nomes como Margarida Salomão, Júlio Delgado e Wadson Ribeiro ganham espaço no cenário juizforano

Por Valentim Júnior

As eleições municipais acontecem apenas em 2012, mas as articulações partidárias e os possíveis candidatos já começam a aparecer no cenário local. No início de abril, o vereador Isauro Calais (PMN) divulgou sua entrada na disputa pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) no próximo ano. “O partido quer que eu seja candidato. Há um entendimento estadual para que a legenda lance candidatura própria em todas as cidades possíveis da Zona da Mata e também nos principais municípios do estado”, relatou Isauro. Essa postura adotada pelo PMN reflete sua procura por espaço entre os grandes partidos do cenário mineiro. “Eu vou coordenar esse processo de valorização da nossa sigla na Zona da Mata. Queremos ser personagens na eleição de 2012”, destaca o vereador de Juiz de Fora.

O nome de Isauro é bem aceito pelo PMN, já que, nas eleições para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais do ano passado, o candidato recebeu cerca de 25 mil votos em Juiz de Fora e por pouco não foi eleito, ocupando a primeira vaga de suplente da coligação do partido. Além disso, o político foi presidente da Câmara dos Vereadores de Juiz de Fora por dois mandatos e, em 2009, chegou a ser líder do Governo. Atualmente, figura na bancada oposicionista à atual gestão do Prefeito Custódio Mattos (PSDB).

No entanto, o pré-candidato à PJF confirma que quer dialogar com todos. “Temos que conversar com as pessoas, com quem gosta de Juiz de Fora. Sou oposição por questões administrativas, porque acho que muita coisa está na contramão da história. Mas, apesar de ver erros, vejo acertos também”, finaliza.

Outros possíveis candidatos

Além de Isauro Calais, outros nomes figuram na disputa eleitoral de 2012. Além da possível reeleição de Custódio Mattos (PSDB), a petista Margarida Salomão, Júlio Delgado (PSB), e Wadson Ribeiro (PCdoB) são políticos fortes que também podem entrar na disputa. Os três foram os candidatos a Deputado Federal mais votados no município em 2010.

Além de ter disputado o segundo turno pela PJF em 2008, Margarida Salomão foi a candidata a Deputada Federal mais votada na história de Juiz de Fora. No entanto, mesmo recebendo mais de 66 mil votos, não conseguiu se eleger, ficando na primeira suplência da coligação do PT.

Já Júlio Delgado (PSB) foi, mais uma vez, eleito Deputado Federal, tendo recebido em JF mais de 34 mil votos. Além de figurar no cenário político brasileiro há alguns anos, Júlio é filho do ex-prefeito Tarcísio Delgado, que dirigiu a cidade por três mandatos.

Wadson Ribeiro (PCdoB) também esteve entre os mais votados na cidade para Deputado Federal, recebendo mais de 20 mil votos, apesar de não ter sido eleito. Wadson, além de jovem na política, tem se destacado pela atuação na área esportiva, ganhando espaço no cenário político local.

Outro nome que tem sido cotado nos bastidores políticos é o do Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Henrique Duque. Embora não seja concreta esta possibilidade, dirigir a instituição mostrou ser um trampolim para a vida política na cidade, tendo em vista a projeção que a petista Margarida Salomão ganhou após sua gestão frente à Reitoria.

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Festas com bebida liberada podem ser proibidas em JF

Por Natália Lopes

O Projeto de Lei n°112 está em tramitação, já passou por todas as comissões, aguarda votação em Plenário e trata de um assunto polêmico entre os jovens de Juiz de Fora. Criado pelo vereador Noraldino Junior, o projeto propõe a proibição da realização de eventos com bebida liberada na cidade. Mas o que será que os freqüentadores dessas festas pensam sobre isso?

De acordo com o vereador, as críticas surgem na mesma intensidade que os incentivos, e a expectativa é que o projeto seja aprovado. “Antes de iniciarmos o processo, fizemos uma pesquisa com pais de diversas regiões e classes sociais de Juiz de Fora, e 97% deles se posicionaram a favor da medida. Entendo que uma parcela da população que frequenta as festas tende a se sentir prejudicada, mas a intenção do projeto é regulamentar esses eventos, de forma que possamos preservar a saúde e o futuro dos jovens”.

Noraldino é presidente da Comissão Parlamentar Antidrogas e, segundo ele, a motivação para a criação do projeto surgiu a partir de reuniões realizadas na Câmara, dos encontros com as forças policiais e com grupos de ajuda, dos pedidos de pais, dos institutos de pesquisas relacionados às drogas e de pesquisadores no assunto. “Nessas festas ‘open bar’, o primeiro agravante é o incentivo ao uso exagerado de bebida alcoólica e ao consumo de entorpecentes. Também não podemos deixar de lado os diversos acidentes com vítimas nas ruas e estradas, a violência corporal das brigas e até mesmo o estímulo à libido, fazendo com que jovens tenham filhos muito cedo”.

Apesar dos argumentos expostos pelo vereador, a medida não agrada a quem está acostumado a frequentar esses eventos. A estudante de direito, Isis Pereira, acha válida a iniciativa do vereador, mas se mantém contra o projeto. “As pessoas que participam de festas ‘open bar’ estão conscientes dos riscos que correm. Acredito que uma fiscalização mais intensa e a realização de campanhas de conscientização seriam mais válidas e eficazes”.

Já a universitária Eliza Granadeiro diz que essa proibição deveria ser restrita aos menores de idade. “Quem tem mais de 18 anos tem o direito de consumir bebida alcoólica na quantidade que achar adequada. Impor uma lei como a que está sendo proposta representa uma espécie de censura torta. Em relação aos menores, eles ainda não respondem legalmente por seus atos e, dessa forma, tem que haver uma fiscalização efetiva para evitar possíveis transtornos”.

O estudante Felipe Lima freqüenta festas “open bar” e é a favor da medida proposta pelo vereador Noraldino. “O preço cobrado nesses eventos seria bem menor se as bebidas (geralmente cerveja, água e gummy) não fossem liberadas. O valor do ingresso faz com que muitas pessoas desistam de comprá-lo, o que restringe o acesso ao entretenimento na cidade. Além disso, os jovens conseguiriam manter melhor o controle sobre si mesmos, e muitos transtornos seriam evitados”.

De acordo com o vereador, muitas pessoas usam o argumento de que as festas “open bar” movimentam o mercado financeiro, o que não condiz com a realidade. “Já ouvi relatos de organizadores que me afirmaram que a bebida liberada é um artifício para atrair o público, mas que geralmente leva a prejuízos no consumo. Isso sem contar os danos causados a médio e longo prazo na saúde pública: acidentados, intoxicados, gastos com recuperação, violência doméstica, e, consequentemente, problemas em cascata sem precedentes”.

Noraldino afirma que os jovens precisam de entretenimento, mas que não é necessário realizar festas “open bar”. “A cidade de Juiz de Fora sempre foi palco de uma imensa capacidade cultural, e os eventos com bebidas liberadas estão posicionando o foco apenas para o álcool. Nossos jovens precisam de diversão e entretenimento, mas isso não tem relação alguma com liberar substâncias capazes de destruir a vida em curto prazo”.

As opiniões se divergem

No início dessa matéria uma pergunta foi feita sobre o que pensam os jovens em relação a tramitação da nova lei. A repórter conversou com alguns dos interessados no assunto e descobriu argumentos variados sobre o tema:

Quadro de opiniões

Debate online

O vereador Noraldino Junior mantém um canal aberto de comunicação com o público através das redes sociais. Se você deseja conversar com ele sobre o projeto, acesse os seguintes endereços, ou clique nos links adicionados a essa reportagem:

Twitter: @Noraldinojunior

Facebook: Noraldino Júnior

Orkut: Vereador Noraldino Júnior

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Prefeitura de Juiz de fora faz a lista de objetos recolhidos no terreno Nova Benfica

Sara Nogueira

No dia 23 de outubro de 2010, cerca de 103 famílias invadiram um terreno pertencente à Prefeitura, e que era utilizado como depósito de restos de construção civil, localizado próximo à BR-040, na divida entre os bairros Nova Benfica e São Damião. O grupo de invasores, formado por moradores de Benfica e região, disputava a doação ou legislação dos lotes para a construção de sua moradias.

A invasão só foi contida depois que a administração municipal concordou em fazer uma reunião com os representantes das famílias. As 103 famílias, que ocupavam o local desde o final de outubro, haviam sido despejadas por uma ação de Prefeitura, que aconteceu na madrugada da última quinta-feira. Já em 16 de novembro, a Prefeitura de Juiz de Fora listou o número de objetos recolhidos durante a ação de reintegração de posse do terreno de Nova Benfica. A militante do MTD, o Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Lilian Aparecida de Souza comenta como foi o desfecho da ocupação. Ouça

O MTD presta auxílio às famílias ocupantes do terreno. O movimento existe há dois anos na cidade e faz parte do núcleo de moradia do Comitê Central Popular, que reúne vários militante e movimentos sócias em Juiz de Fora. A representante Lilian fala do destino dos ocupantes e de seus pertences. Ouça

De acordo com a militante, a estadia dos ocupantes no abrigo São Vicente de Paulo era garantida até o dia 15 de novembro. Por conta do feriado prolongado, os diálogos com a Prefeitura tiveram de ser adiados e, somente no dia 16, o MTD teve que articular com setores de assistência social da cidade alguma moradia temporária às famílias desabrigadas. Ainda segundo Lilian, no mesmo dia em que aconteceu a ação de despejo, as famílias junto de militantes do MTD e outros movimentos sociais fizeram uma manifestação em frente á Prefeitura. Ouça. Lilian também falou dos próximos passos do movimento em conjunto com as famílias. Ouça

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Quem será o próximo presidente da Câmara Municipal?

Por Janaina Morais

Há quase um mês da escolha do novo presidente da Câmara de Juiz de Fora, três vereadores articulam para assumir o terceiro cargo na hierarquia do município. Líder do Governo na Casa, Pastor Carlos Bonifácio (PRB), aparece com certo favoritismo. Já a candidatura de José Laerte (PSDB) começou a ser articulada nos últimos dias, mas nem mesmo a composição de sua eventual chapa foi concluída. Também concorrendo ao cargo, Flávio Cheker (PT) iniciou conversas e quer fazer valer sua longa experiência legislativa.

O Governo adotou a postura de não entrar na disputa, para não alimentar uma cisão na base, já que dois aliados estão no páreo. Para deixar bem nítida a neutralidade, o presidente do PSDB, vereador Rodrigo Mattos, filho do prefeito Custódio Mattos (PSDB), pode nem participar da eleição, deixando o voto a cargo do suplente da coligação PSDB/DEM/PRB, Romilton Faria (DEM).

As duas candidaturas governistas retratam a divisão dos tucanos em Juiz de Fora. José Laerte, na avaliação da maioria dos vereadores, tem sua candidatura atrelada ao grupo do secretário de estado da Saúde, Antônio Jorge Marques (PPS) e do deputado Marcus Pestana (PSDB). Dentro da Câmara, José Laerte consegue atrair parte do PMDB, do PP, além do PDT. Para tentar garantir sua votação, o tucano espera contar com seu correligionário e ainda com, pelo menos, um dos dois votos do PTC. Isso, sem depender dos três votos do PT.

No caso do Pastor Carlos, os cálculos também não mostram vitória, mas a situação é mais favorável no cenário sem os petistas. Além de conseguir manter boa parte da base unida, o líder governista tem conversa adiantada com Júlio Gasparette (PMDB), que deve até fazer parte de sua chapa.

De acordo com os vereadores de outras legendas, somente com candidatura própria, pode-se esperar uma votação conjunta da bancada do PT. Nesse sentido, a candidatura de Cheker nasce com três votos e ainda com apelo dentro do PMDB dos vereadores, Bruno Siqueira e José Sóter Figueirôa Neto.

O problema enfrentado pelo petista é conseguir mais votos. Para isso pretende convencer os dois parlamentares do PDT. Caso a proposta avance, Cheker entra de fato na disputa. Nesse caso, as duas outras candidaturas devem sofrer baixas, tornando a disputa imprevisível. Nessa eventual conjuntura, o Governo seria obrigado a intervir de forma direta.

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