Lugar de mulher é na Universidade!

Ana Carolina Melo – 11/03/09

A revolução feminina, nos anos 70, deu início a um processo contínuo de inserção sócio cultural da mulher. As buscas por autonomia e realização profissional aliadas a uma mudança cultural alteraram os objetivos femininos. Hoje, elas conquistaram respeitabilidade no mercado de trabalho e são maioria no ensino superior brasileiro. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) elas representam, atualmente, 56,35 % do total de universitários do país. São maioria no ensino fundamental e médio, e representam mais de 60% do número de formandos em nível superior.

Estudantes aprovados no Vestibular 2009. da UFJF. Dados do Inep indicam que elas ingressam mais que os homens nas universidades brasileiras.

Estudantes aprovados no Vestibular 2009 da UFJF. Dados do Inep indicam que elas ingressam mais que os homens nas universidades brasileiras.

Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) as estudantes também representam a maior parte da comunidade discente. Do total de universitários da instituição, 5895 são mulheres em contrapartida aos 5453 estudantes do sexo masculino. Outra mudança significativa é a maior participação das mulheres em carreiras tidas tradicionalmente como de predomínio masculino. No Instituto Vianna Junior elas já representam 52,6% dos alunos do curso de Direito e são, em âmbito geral, um número significativo do total de estudantes dos cursos de Exatas. Conforme o professor e diretor da Faculdade de Engenharia da UFJF, Júlio Teixeira, nos últimos anos, tem ocorrido uma alteração considerável do perfil desses cursos.

Para a professora do curso de Comunicação Social da UFJF e estudiosa em questões de gênero, Cláudia Lahni, o crescimento da presença feminina no ambiente acadêmico é sem dúvida uma conquista importante, contudo lamenta que essa maior qualificação profissional ainda não reflita equivalência de salários para o desempenho de mesmas funções.

Mulheres representam 52% do total de universitários da UFJF

Mulheres representam 52% do total de universitários da UFJF

A coordenadora de estágios da Universidade Federal de Juiz de Fora, Adriana Mota, percebe um equilíbrio no número de estudantes que procuram por este tipo de atividade. Porém ressalta que algumas empresas de setores tradicionalmente masculinos, como o metalúrgico, ainda não estão preparadas para receber profissionais do sexo feminino, o que dificulta a colocação profissional da mulher.

 

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