Sacrifício de cães infectados com leishmaniose gera polêmica

Álvaro Dyogo – 27/05/2009

A leishmaniose visceral é um problema detectado em Juiz de Fora desde o dia 6 de janeiro, quando foi confirmado o primeiro caso na cidade, em um cão do bairro Tiguera, na zona leste.

Inseto transmissor da leishmaniose

Inseto transmissor da leishmaniose

A doença é causada quando insetos hematófagos, conhecidos como flebótomos, introduzem protozoários do gênero Leishmania no organismo do animal.

José Geraldo de Castro Júnior, chefe do setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde do município, acredita que os insetos possam ter vindo de cidades vizinhas. “Existem algumas cidades onde a doença é endêmica, já faz parte do local. Pode ser que algum mosquito dessa área tenha conseguido chegar até aqui”.

Se um inseto pica um cão doméstico infectado com a doença, e em seguida pica um homem, este também vai adquirir a doença. Pensando na proteção dos moradores, muitos donos de cachorros doentes decidem sacrificar os animais, para que a leishmaniose não se alastre.

Para Paulo Medeiros, Diretor Técnico da ONG Animal e Vida, esta é uma atitude equivocada. “O cão é tão vítima da doença como nós. O que tem que ser feito é um trabalho para eliminarmos o mosquito que transmite a leishmaniose, e nós estamos cobrando junto à prefeitura que iniciativas nesse sentido sejam tomadas”.

Cachorro antes e depois do tratamento da leishmaniose

Cachorro antes e depois do tratamento da leishmaniose

O Ministério da Saúde proíbe o tratamento da leishmaniose visceral canina com medicação humana, mas já existem drogas específicas capazes de tratar os animais, e a utilização destas não é proibida.

Uma resposta para “Sacrifício de cães infectados com leishmaniose gera polêmica

  1. Vera Lúcia

    Estou fazendo um trabalho sobre leishmaniose tegumentar americana, acho errado e uma grande covardia sacrificar os animais doentes, seria o mesmo que sacrificar as pessoas contaminadas também. A leishmaniose tem cura, mas o melhor é prevenir, aconselha- se construir casas no mínimo 500m de distância da mata, usar repelentes e mosquiteiros de tela fina, o voo dos flebotomíneos não costuma utrapassar os 500m.
    Sou acadêmica de Enfermagem das faculdades ASMEC- Ouro Fino. Obrigada pela oportunidade!

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