Violência contra a mulher, até quando?

Cláudia Oliveira – 11/03/09
O grupo Maria Maria Mulheres em Movimento aproveitou o dia para protestar

O grupo Maria Maria Mulheres em Movimento aproveitou o dia para protestar

No ano de 2007, foram registradas cerca de 600 denúncias na antiga Delegacia da Mulher, hoje Grupo Tático Operacional com ênfase em Família. E esta quantia persistiu em 2008. A delegada Sônia Parma afirmou que o número maior de denúncias são de agressões físicas, lesões corporais leves e agressões psicológicas, que são as ameaças. De acordo com ela as mulheres precisam se apropriar mais dos conhecimentos referentes à proteção que a Lei Maria da Penha e suas novidades trouxeram.

Veja o que Sônia Parma fala sobre a Lei e suas novidades.

Para Carolina Matozinhos, integrante do grupo Maria Maria Mulheres em Movimento, o dia 8 de março nunca é dia de comemorações, e sim, dia de reivindicações. O grupo sempre faz atividades para esclarecer a lei de amparo às mulheres vítimas de agressões, e também realizam coletivos e manifestações, com a finalidade de incentivar as mulheres a serem mais fortes e lutarem por seus direitos.

Veja o depoimento de Carolina Matozinhos sobre o grupo.

Sônia Parma acredita que muitas mulheres estão agindo com independência, tentando romper o ciclo da violência, mas isto deixa o homem “machista” assustado e faz com que ele parta para as ameaças de agressões físicas. Segundo ela, essas ameaças são as que oferecem mais riscos, pois elas podem ser consumadas. As vítimas que sofrem violências mais severas e denunciam têm o apoio da Lei Maria da Penha e são levadas para a Casa Abrigo, que possui endereço sigiloso.  Sônia contou que uma mulher foi para a casa com o corpo quase todo queimado e com cicatrizes permanentes. Neste caso a punição é mais efetiva.

Ana Cristina Pimentel, que participa da Marcha Mundial da Mulher vê a agressão física como um instrumento de dominação do homem sobre a mulher. Isto é chamado de violência sexista, construída a partir da avaliação de que há um sexo dominador. Ana Cristina acha que enquanto o machismo e essa dominação continuar, a violência contra a mulher vai existir. Para ela, além de pensar nas medidas punitivas, é preciso pensar na prevenção.

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Uma resposta para “Violência contra a mulher, até quando?

  1. Ana Luiza

    Pedindo permissão para manter um espírito crítico sobre o assunto, seria interessante também acusar o quanto as mulheres tem contribuído para o aumento da violência em nossa sociedade, seja por falharem nos ensinamentos maternos dos bons valores sociais a seus filhos, seja traficando entorpecentes, seja estimulando a futilidade e a indiferença pela pessoa humana em programas de televisão inúteis e bizarros, seja fazendo uso das mais diversas drogas, seja jogando filhos em latões de lixo, seja espancando idosos e crianças,…

    Quanto as agressões contra idosos e crianças (volta e meia vemos gravações disso em telejornais) das duas uma :- ou os grupos de proteção a estas vítimas estão falhando em suas funções de combate a essa violência, não demonstrando a devida indignação e não cobrando punições as autoridades, ou a nossa sociedade deixa, implicitamente, uma mensagem:- não se pode NUNCA agredir uma mulher, mas quanto a agredir crianças e idosos, TUDO BEM! Não sei se vão concordar comigo, mas a situação de indefesa de uma criança (de colo principalmente) ou de um idoso é maior do que uma mulher diante de agressões num namoro ou casamento.

    Penso que procurar se garantir pela força (física, psicológica,…) é uma coisa mais do ser humano do que do indivíduo do sexo masculino. Quando a mulher encontra alguém, em tese, mais fraco do que ela (um bebê, uma pessoa da terceira idade,…) o agressor, muitas vezes, passa a ser ela.

    A mulher deveria rever seu papel e seus valores dentro da sociedade ? Ou deve se revoltar apenas com o que vem contrário a ela ?

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