O vício do cigarro

Cláudia Oliveira

O hábito de fumar existe há muito tempo, ele foi levado ao resto do mundo através do comércio e exploração das Américas.

Muitas pessoas fumam por prazer, por razões sociais, como por exemplo, pressão dos amigos ou simplesmente para satisfazer seu vício. O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde um problema de saúde pública global e a segunda maior causa de mortes no mundo.

Cláudia acha que atividade físicas podem diminuir o consumo do cigarro

Cláudia acha que atividades físicas podem diminuir o consumo do cigarro

A professora de balé Cláudia Beatriz Cemino fuma há mais de quinze anos e explica que não começou o vício desde cedo, como a maioria das pessoas. “Eu comecei a fumar já mais velha. Sou de uma época que na adolescência era chique fumar, as minhas amigas fumavam no banheiro, mas eu não. Comecei a fumar com trinta anos.” Conta a professora. Ela ainda afirma que tem que para com o cigarro, já usou adesivos, mas não consegue.

Em Juiz de Fora os meios de combate ao cigarro são vários e a Liga Antitabagismo está entre eles. Ela foi criada no ano de 2005 e desde então faz campanhas alusivas ao cigarro nas datas marcantes e neste ano de 2009 a Liga conta com o ambulatório de tabagismo, vinculado ao Hospital Universitário.

Além da Liga há medidas do governo que intervém no consumo do tabaco. Neste ano o produto sofreu um aumento de 20% no preço dos cigarros mais populares e de 25% nos mais sofisticados. Cláudia Cemino acredita que o aumento do preço não vai fazer com que muitas pessoas parem de fumar, mas acha a idéia boa.

No mês de abril a cidade de São Paulo deu um passo importante na luta. Uma nova lei proíbe o fumo em todo e qualquer local fechado e acaba com os fumódromos na cidade.

Raquel acredita que a Lei de proibição do cigarro em locais públicos vai preservar a saúde de quem não fuma

Raquel acredita que a Lei de proibição do cigarro em locais públicos vai preservar a saúde de quem não fuma

A professora de Literatura Infanto Juvenil, Raquel de Oliveira, nunca fumou, mas sempre quando sai e vai a restaurantes ou danceterias se incomoda com a fumaça e o cheiro do cigarro. “Sinto muito enjôo quando estou perto de alguém que está fumando. Quando saio para dançar e depois volto para casa, meu cabelo e minhas roupas estão com o cheiro de cigarro. É muito ruim porque eu não fumo.” Desabafa Raquel.

No entanto, a bailarina Cláudia, acredita que se a moda pegar e os vereadores de Juiz de Fora gostarem da idéia, vai ser muito complicado para os fumantes. “Se vier para cá pode gerar, a princípio, muitas coisas ruins como estresse. A não ser que haja um processo de trabalho em função da proibição.” Cláudia acredita que vai ser necessário colocar nos ambientes de trabalho, nas empresas um acompanhamento com psicólogos, para que a pessoa possa trabalhar o vício.

Uma resposta para “O vício do cigarro

  1. Bruno A. Borges

    Já era em tempo, tenho 29 anos, quando saio na noite ou para boates, volto pra casa com a roupa e o corpo totalmente cheirando a cigarro. Imagino como fica os pulmões. Apesar das divergências entre a lei Municipal e a Estadual, vai ser ótimo, desde que haja fiscalização severa, se não, não adiantará em nada. E digo mais, essa lei deveria ser Federal para acabar com impasses que irão existir entre si.

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