A produção artística como ferramenta de inclusão

O trabalho e a arte proporcionaram uma nova vida a Tereza Cristina da Silveira, portadora de transtorno mental. Ela garante que foram esses dois fatores, e não os remédios ou as internações, que lhe permitiram voltar ao convívio social. “Eu fiquei internada em um hospital manicomial quase a minha vida toda. Eu não tinha amigos ou atividades, mas hoje, do lado de fora daquele lugar, eu sou uma pessoa muito melhor”, afirma. Essa transformação aconteceu há quase dois anos, quando Tereza conheceu a Associação Pró-Saúde Mental – a Trabalharte.

Apresentação do Grupo de Canto Recriarte

Apresentação do Grupo de Canto Recriarte

A Associação, que existe desde 2000, é formada por portadores de transtorno mental em tratamento na rede pública de saúde de Juiz de Fora. Amigos e familiares também participam da Trabalharte, que tem como objetivo gerar trabalho e renda aos envolvidos e possibilitar, assim, o resgate da cidadania e a inclusão social dos associados.

Os portadores de transtorno mental pintam e bordam, no sentido literal da frase. Quem faz parte da Trabalharte produz bolsas, carteiras, artesanato e pinturas em telas. Além de funcionar como terapia, o trabalho com a arte é vendido e a renda é revertida para o grupo. Todas as atividades são assessoradas por estudantes e profissionais de arte, além de psicólogos e assistentes sociais. Na associação, ainda há oficina de música. Desse trabalho, surgiram o grupo de Canto Recriarte e a banda Os Impacientes, que se apresentam em eventos na cidade.

De acordo com a psicóloga e coordenadora do Centro de Convivência Recriar, onde é sediada a Trabalharte, Ilka Araújo, as atividades estimulam e desenvolvem o grupo. “É perceptível o envolvimento e o esforço dos associados em criar seus trabalhos, que, independente do conceito de arte, são produções espontâneas e criativas”. Ilka ainda diz que o trabalho desenvolvido na associação faz parte da Reforma Psiquiátrica Brasileira. O movimento propõe a humanização do tratamento oferecido aos portadores de transtorno mental, que têm como destino mais comum a internação em hospitais psiquiátricos e o conseqüente abandono da sociedade.

Veja também a inclusão através da Economia Solidária.

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