Cinema

Mariana Franzini

No dia 30 de março de 1929, data de abertura do Cine-Theatro, a sétima arte foi o grande espetáculo da noite. Concebido num momento em que o cinema se consolidava como forma artística, o Central acompanhou o apogeu desta indústria do sonho. A sociedade se aprumava para assistir às fitas. Homens e mulheres vestidos elegantemente, jovens casais de namorados e crianças riam, se emocionavam e torciam por seus heróis diante da grande tela.

No passado, divulgar o elenco das fitas era suficiente para atrair um grande público

No passado, divulgar o elenco das fitas era suficiente para atrair um grande público

Como era costume nas antigas exibições do Central, o filme era anunciado por um prefixo, a Cavalleria Rusticana, e antecedido por um jornal, uma comédia – estrelada por Os Três Patetas ou O Gordo e o Magro – e por dois trailers. O responsável por mais 40 anos da programação mensal do cinema foi Waltencir Parizzi. “Cada poltrona era disputada”, relembra o ex-funcionário da Companhia Central de Diversões.

Havia sessões especiais, como às quartas-feiras, dedicadas ao público feminino, e faziam grande sucesso. Nestas exibições vespertinas, o perfume das freqüentadoras permanecia no cinema até o final da tarde, recorda Parizzi. As matinês infantis, aos domingos pela manhã, eram um programa familiar. E para os rapazes, havia a “Sessão de meia-noite”, aos sábados, que exibia filmes mais ousados.

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