Número de vagas para portadores de deficiência ainda é pequeno

Wagner Emerich – 24/06/09

Existem hoje no Brasil  24,6 milhões de pessoas com deficiência, segundo o Censo 2000 do IBGE. Desse total, de acordo com o livro “Responsabilidade Social e Diversidade nas Organizações”, de Melissa Santos Bahia, 15,22 milhões estão em idade de trabalhar no mercado formal, mas apenas 3,9% encontrariam trabalho, mesmo se a legislação fosse cumprida plenamente.

A Lei nº 8.213/91, que cuida do sistema da previdência social, assegura às pessoas portadoras de deficiência, desde que habilitadas para o cargo, de 2 a 5% das vagas disponíveis em uma empresa, mas isso só vale para aquelas que têm mais de 100 empregados.  O Decreto nº 3.298/99 estabelece as proporções:  2% para empresas de 100 a 200 empregados; 3% de 201 a 500;  4% de 501 a 1000 e 5% para as que excedam 1000.

Em Juiz de Fora, a realidade não é diferente. Em uma rápida pesquisa pelo calçadão da Rua Halfeld, é possível confirmar que, na maior parte dos casos, apenas grandes lojas e empresas contratam portadores de deficiência. E foi

Alessandra trabalha em uma grande loja de eletrodomésticos

Alessandra trabalha em uma grande loja de eletrodomésticos

assim que Alessandra Carvalho, 31 anos, conseguiu uma vaga. Com deficiência auditiva, trabalhou por 11 anos em uma grande rede de supermercados da cidade. Agora, trabalha há um ano em uma loja de eletrodomésticos, também de uma grande rede, na Rua Batista de Oliveira. Alessandra estuda e assiste às aulas normalmente em um colégio de ensino médio do bairro São Pedro, onde reside. Ela se diz feliz em poder trabalhar e cumpre carga horária normal, de segunda a sábado.

Para auxiliar essas pessoas, o Governo Estadual mantém no Sistema Nacional de Emprego (Sine) a Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), que intermedia o acesso do trabalhador com deficiência ao mercado formal, além de oferecer qualificação profissional. A Caade promove cursos e palestras nas áreas de auxiliar de cozinha, assistente administrativo, informática aplicada à prestação de serviços, drenagem linfática, estética corporal e massagem e Linguagem Brasileira de Sinais, com ênfase em atendimento ao público.

O Governo Federal também está veiculando a campanha “Iguais na diferença”, buscando acabar com o preconceito das pessoas e dos empregadores com os portadores de deficiência. Assista ao vídeo da campanha:


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