Viver de música em Juiz de Fora

Marcelo Martins 29/04/09

Aprender a tocar guitarra, comprar o instrumento e reunir os amigos na garagem de casa. Motivo: ensaiar o repertório escolhido. Esta é a rotina de muitas bandas de música. Mas, existem aquelas que se destacam em algum festival ou que caem no gosto do público e continua na estrada. É o que acontece, por exemplo, com a cantora Iara Majeste, 21 anos, integrante da banda Mosaico. Ela sempre gostou de música, tanto que trancou a faculdade de comunicação no segundo ano e hoje se dedica ao que mais gosta de fazer. A cantora já participou de várias bandas, mas se mantém firme com a Mosaico,  desde junho de 2007. A banda é muito requisitada para tocar nas formaturas da cidade. “Além desta bandaiara1mini-n de baile, tenho um grupo de samba também. É bem diferente a característica das duas bandas, como público e repertório.”

Mas,há uma característica em comum que Iara destaca: “Juiz de Fora não oferece tantas oportunidades para as bandas mostrarem seus trabalhos. Falta espaço  tanto para as bandas covers quanto para as que compõem as suas próprias músicas.” Para ela, há outro fator que influi para que isso aconteça. Ouça.                                                                                                                                                                                                             

 

Crístian Sant'Anna à direita. Banda Carcará Blues

Crístian Sant'Anna à direita. Banda Carcará Blues

“É bem difícil viver de música em Juiz de Fora. O músico tem que buscar outros trabalhos paralelos para sobreviver”, afirma Crístian Sant’Ana Pires, da banda Carcará Blues. Para ele, as casas de shows e bares da cidade não aceitam qualquer banda para tocar na noite. “Um bar contrata uma banda dependendo do estilo das músicas que ela apresenta. Tem bar que não paga nem o transporte”, afirma. “Para mim, um trio fatura, em média, 200 reais,dependendo da noite.”

 

Trocando a faixa

Para Vinícius Steinbach, guitarrista do Bonança Trio, a cidade oferece muitas oportunidades. “Lugar para tocar existe. Basta que a banda corra atrás e faça um bom trabalho.” Para ele, um músico pode faturar 100 reais numa noite.

Bonança Trio

Steinbach à esquerda . Bonança Trio

Steinbach explica o que fazer para conseguir tocar na noite juizforana. 

 

O músico Gladston Vieira trabalha nas noites juizforanas há treze anos. Porém, atualmente, não sobrevive só à noite. “Dou aulas e estudo diariamente em casa. Assim como um médico lê livros e se atualiza na profissão, eu escuto cds, leio livros e me atualizo constantemente. É minha profissão afinal.” 

Para ele, o mercado de aulas de música tem sido melhor do que tocar na noite. “As escolas de música têm recebido muitos alunos e isso é uma característica muito marcante da cidade. Juiz de Fora possui muitas escolas de música. É bom que isso suscita novos professores que vão passando o conhecimento de geração em geração.” Gladston é baterista do Lúdica Música.

 

No vídeo abaixo, o professor do Conservatório Franca Americano, Marcos Marliere, analisa o mercado de bandas da cidade. Veja também o depoimento de três jovens que gostam de música.

A vida de um músico em Juiz de Fora from TicoMano on Vimeo.


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