Onda de mobilizações atinge JF

Fernanda Viana – 13/05/2009

A greve é um dispositivo democrático assegurado pelo artigo 9º da Constituição Federal Brasileira de 1988. Em Juiz de Fora, em apenas cinco meses, mais de cinco mobilizações já aconteceram, causando transtornos na rotina dos juizforanos.

A palavra vem do francês grève, proveniente da Place de Grève, em Paris, local das reuniões de desempregados e operários insatisfeitos com as condições de trabalho, no final do século XVIII. No dia 9 de março, motoristas e cobradores de todas as empresas de ônibus da cidade inauguraram a onda de greves e paralisações, de 2009, em Juiz de Fora.

Com a manifestação, a categoria pretendia garantir a data-base, com reajuste salarial e redução da jornada de trabalho, entre outros benefícios. A Astransp, entidade que representa as empresas, negou atender às reivindicações e a discussão sobre o reajuste salarial dos trabalhadores foi prorrogada para o dia 30 de maio.

No final de abril, dia 24, trabalhadores paralisaram as atividades e saíram às ruas em protesto contra a administração municipal. Mais uma vez, os manifestantes exigiam reajustes salariais. Cinco dias depois, uma nova paralisação ocorreu. Desta vez, atingiu 95% dos professores da rede municipal, 80% dos funcionários da Secretaria de Obras e 20% da Empav e da Secretaria de Transporte e Trânsito, segundo a Prefeitura de Juiz de Fora.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de JF (Sinserpu), cerca de 13.600 funcionários aderiram à paralisação. O Demlurb, o HPS e 31 unidades básicas tiveram suas atividades diminuídas. Para amenizar a situação, a Prefeitura de JF fez uma contraproposta e ofereceu aos manifestantes um aumento escalonado. Ou seja, um abono para os servidores que recebem até um salário mínimo, chegando a R$565, e também um abono, de R$70, para quem recebe entre R$700 e R$769,99. 

Professores reivindicam reajuste salarial, em reunião com o secretário de Administração, Vitor Valverde.

Professores reivindicam reajuste salarial, em reunião com o secretário de Administração, Vitor Valverde.

Mas, alguns trabalhadores, como a classe dos professores, não aceitaram o acordo e entraram em greve. Além do aumento salarial, os educadores lutam por reajuste de 19,2%, referente à correção do valor do Fundeb, aumento de R$ 450 para R$ 600 da verba anual para compra de materiais pedagógicos e especialização. A categoria também reivindica a implantação do piso salarial nacional de R$ 1.132 para 40 horas semanais.

Após 14 dias de greve, no dia 12 de maio, os operários insatisfeitos (professores) se reuniram novamente em suas Place de Grève (Prefeitura), com o secretário de Administração, Vitor Valverde. Mais um dia de reunião sem nenhum avanço.

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