Opinião do Presidente da Câmara

Para Bruno Siqueira, presidente do Legislativo municipal, a Câmara da cidade “é uma das mais enxutas, não só do estado, como também do país”. Apesar de o salário estar no teto nacional fixado para vereadores, ele alega que a verba indenizatória é relativamente baixa se comparada a outros municípios de mesmo porte. “Se analisarmos bem, estamos muito aquém do que é pago em outras cidades com aproximadamente 500 mil habitantes”, afirma. Em se tratando apenas de Minas, ele até pode ter uma parcela de razão. Embora seja a quarta cidade do estado em número de habitantes, em termos de valor de verba indenizatória, Juiz de Fora fica atrás de Betim, que tem população menor e menos vereadores. No entanto, pouquíssimas cidades do estado possuem aproximadamente 500 mil habitantes, o que reduz bastante o universo de comparação. Fora dos limites do estado, em municípios como Ribeirão Preto, Santos, Niterói e Caxias do Sul – tomados como exemplo por causa do tamanho da população – não há sequer verba indenizatória, já que o recurso especial para reembolso das despesas foi completamente extinto pelos próprios parlamentares.

Em Juiz de Fora, os vereadores se recusam a eliminar a compensação. Sobre esse fato, Raul Magalhães, cientista político, afirma que “Todas as pessoas que têm o privilégio de fixar o próprio salário fazem isso visando seus interesses”.

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