Arquivo do mês: junho 2010

Alunos da UFJF fazem resgate histórico da arquitetura da cidade

por Randolfo Oliveira

Calendário é composto por 48 ilustrações de prédios históricos de Juiz de Fora

A representação artística de edificações de Juiz de Fora tombadas pelo patrimônio público. A aproximação da população com a sua história e o aprofundamento do vínculo com seu lugar de origem através do olhar. Esses são os fundamentos do projeto “Juiz de Fora para sempre”, em que alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), levam a público suas ilustrações de prédios históricos, colocando em prática as técnicas aprendidas na disciplina “Técnica em Retrospectiva” ao mesmo tempo em que prestam um trabalho de divulgação cultural da cidade.

Desde o início do projeto, os alunos já produziram dois cartazes, além de terem 48 de suas ilustrações compondo o calendário comemorativo dos 160 anos de Juiz de Fora. Para o professor Jorge Arbach, que coordena o projeto, essa ação ajuda a levar o conhecimento à população e faz com que as pessoas passem a admirar e ter interesse em preservar esse patrimônio. “Existe ainda a questão da autoestima, dos moradores valorizarem o lugar onde vivem. Então, o que a gente faz com o calendário e com os cartazes é exatamente isso, mostrar o que é bonito e cativar as pessoas”, afirma. OUÇA

2º cartaz da série "Juiz de Fora para sempre"

Os alunos também aprovam a iniciativa. “Esse trabalho possibilitou que eu aplicasse meus conhecimentos técnicos e conhecesse melhor os prédios tombados da cidade. E o interessante é que através desse projeto, o público pode conhecer mais sobre a cultura da cidade de uma maneira diferente”, explica a estudante de Arquitetura Paula Rocha.

O professor Arbach acredita que a participação nessa iniciativa é extremamente importante para a vida profissional dos alunos, que fazem um levantamento histórico, técnico, fotográfico e documental das edificações. “É um trabalho de responsabilidade social. Através dessa atividade eles passam a se sentir participantes da vida social em seu espaço”, conclui. OUÇA

Outras ações já estão previstas para dar continuidade ao projeto. Em breve serão lançados jogos infantis para a rede escolar, postais e camisetas, entre outros produtos, que serão utilizados na divulgação do patrimônio histórico e cultural de Juiz de Fora.

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Festas juninas mantêm tradições vivas

por Anna Flávia Horta

Como sempre acontece todo ano, os meses de junho e julho são marcados por várias festas típicas da época. Já tradicional no calendário cultural em Juiz de Fora, o Arraiá da Cidade vai ter a sua 13º edição. A festa é promovida pela Funalfa e já tem data definida para acontecer. Esse ano está marcada para os dias 24 e 25 de julho, a partir das 14 horas, na Praça Antônio Carlos, dando continuidade a tradição de festas juninas e julinas.

Divulgação PJF

Apresentação na última edição do Arraiá da Cidade, em 2009

De acordo com a assessoria da Funalfa, a festa tem o objetivo de fortalecer a tradição e promover o trabalho de profissionais que todo ano se empenham em divulgar essas manifestações folclóricas.

De acordo com a assessoria da Funalfa, o evento é importante para Juiz de Fora porque além de divulgar grupos musicais e artistas que trabalham com essas manifestações populares e folclóricas, a renda das barracas de comidas e bebidas típicas é revertida para entidades beneficentes.

Todo ano acontece um concurso de quadrilhas para grupos de Juiz de Fora e região. O regulamento para participar do Arraiá ainda não foi divulgado e será discutido juntamente com a data das inscrições em uma reunião marcada para o dia 7 de julho.

As festas de São João não são realizadas apenas aqui no Brasil, países como Portugal, França, Ucrânia, Polônia e Suécia. No Brasil, como o mês de junho é a época da colheita de milho, a maioria dos doces típicos conhecidos na festa junina é feita desse alimento, como canjica, milho cozido, pipoca, bolo de milho. Outras comidas típicas dessa época são as broas de fubá, o pé-de-moleque e a cocada.

Um pouco de história

Entre as versões sobre a origem das festas juninas, existem duas que são mais famosas. Uma explica que essa festa tem origem na França, em uma dança de salão francesa para quatro pares, chamada “quadrille”, de onde as quadrilhas brasileiras buscaram inspiração.

No Brasil, não só a dança, mas também as músicas e as roupas se adaptaram. Há historiadores que explicam que os remendos nas roupas eram usados com a intenção de igualar as classes sociais nas festas, já que o uso de roupas remendadas não permitira destacar diferenças. Em algumas regiões do

Personagem Jeca Tatu, criado por Monteiro Lobado

Brasil a história dessa comemoração é um pouco diferente. Anna Luiza Raymundo é pedagoga há 16 anos e dá aula para crianças com até 10 anos deidade. Ela conta que aqui na região Sudeste, a versão mais conhecida da história da festa junina é explicada pela figura do Jeca Tatu, um personagem do escritor Monteiro Lobato, representado por um homem simples, do campo, que acabou criando a imagem do caipira, a figura principal das festas juninas. “O Jeca Tatu gerou uma descaracterização do homem do campo. Nas festas juninas, o figurino que as pessoas usam é inspirado nesse personagem, por isso eles se vestem dessa maneira.”, explica Anna Luiza.

Para a pedagoga, a realização dessas festas temáticas nessa época do ano vai além de simples comemorações. Segundo ela, é muito importante manter esse costume vivo e resgatar essas danças e músicas populares que vieram de tanto tempo e continuam passando de geração para geração. “Hoje em dia, aqui na escol,a nós tentamos manter esse costume, porque as crianças de hoje só querem saber de televisão e de tecnologias em geral. Nós precisamos aproveitar essas comemorações tradicionais para fugir um pouco disso”, explica.

Ouça aqui a pedagoga Anna Luiza Raymundo comentando a importância da Festa Junina.

Para conhecer melhor a história de Jeca Tatu, clique aqui.

Você também pode ler o artigo O “Jeca Tatu” de Monteiro Lobato: Identidade do Brasileiro e Visão do Brasil, de Roberto Bitencourt da Silva.

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Juizforanos representam a cidade no Ironman 2010

por Anna Flávia Horta

Dois atletas de Juiz de Fora representaram a cidade na décima edição do Ironman, que aconteceu no último domingo de maio e é considerada a mais importante prova do triathlon nacional. A competição aconteceu em Florianópolis, em Santa Catarina, e é a única seletiva da América Latina para o Mundial Ironman no Havaí, Estados Unidos, que acontece em outubro. Esse ano o evento reuniu o número recorde de 1.650 atletas de 36 países e dois juizforanos competiram e representaram Juiz de Fora: o juiz de Direito Marcos Barroso e o médico Leonardo Poncinelli.

A competição consta, ao todo, de 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de maratona, e o tempo limite para terminar a prova é de 17 horas.

A preparação específica para o Ironman começou em janeiro desse ano. Marcos Hallack é triatleta e é o

saudeperformance.com

Marcos Hallack também é triatleta e treinou Barroso e Poncinelli

treinador dos atletas juizforanos. De acordo com ele, a preparação para uma prova tão extensa e dura como o Ironman depende do nível de condicionamento do atleta. “Os iniciantes podem levar cerca de quatro anos para se prepararem para um Ironman, já um atleta com mais rodagem em sua carreira consegue fazer uma preparação específica mais curta, com cerca de cinco meses de duração”. Hallack realizou com os dois atletas, em média, nove sessões de treinos das três modalidades.

Leonardo Poncinelli participou pela primeira do Ironman, treinou desde o início do ano apenas para isso e considera a prova uma superação pessoal. “É um excelente trabalho de disciplina”, explica. Já Marcos Barroso, devido ao seu ritmo intenso de trabalho, teve dificuldades para se preparar e realizar todo treinamento necessário. Mesmo assim, no seu segundo Ironman, Marcos completou a prova com o tempo de 12h20min. Poncinelli teve um ótimo desempenho e completou seu primeiro Ironman em 12h34min. “No caso deles a agenda apertada de médico e de juiz acabaram tornando otreinamento ainda mais difícil”, explica o treinador. São muitas as dificuldades, mas a principal delas acaba sendo a distância. Ouça aqui Marcos Hallack falando sobre a dificuldade da prova.

E os dois atletas já têm outros desafios pela frente. Poncinelli está bastante focado no 1/2 Ironman de Pirassununga, que acontece no final de novembro, e Marcos vai disputar a Maratona do Rio de Janeiro, no dia 18 de julho.

Veja mais fotos do Ironman 2010 no site oficial da competição.

is atletas de Juiz de Fora representaram a cidade na décima edição do Ironman , que aconteceu no último domingo de maio e é considerada a mais importante prova do triathlon nacional. A competição aconteceu em Florianópolis, em Santa Catarina, e é a única seletiva da América Latina para o Mundial Ironman no Havaí, Estados Unidos, que acontece em outubro. Esse ano o evento reuniu o número recorde de 1.650 atletas de 36 países e dois juizforanos competiram e representaram Juiz de Fora: o juiz de Direito Marcos Barroso e o médico Leonardo Poncinelli.

A competição consta, ao todo, de 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de maratona, e o tempo limite para terminar a prova é de 17 horas.

A preparação específica para o Ironman começou em janeiro desse ano. Marcos Hallack é triatleta e é o treinador dos atletas juizforanos. De acordo com ele, a preparação para uma prova tão grande e dura como o Ironman depende do nível de condicionamento do atleta. “Os iniciantes podem levar cerca de quatro anos para se prepararem para um Ironman, já um atleta com mais rodagem em sua carreira consegue fazer uma preparação específica mais curta, com cerca de cinco meses de duração”. Hallack realizou com os dois atletas, em média, nove sessões de treinos das três modalidades.

Leonardo Poncinelli participou pela primeira do Ironman, treinou desde o início do ano apenas para isso e considera a prova uma superação pessoal. “É um excelente trabalho de disciplina”, explica. Já Marcos Barroso, devido ao seu ritmo intenso de trabalho, teve dificuldades para se preparar e realizar todo treinamento necessário. Mesmo assim, no seu segundo Ironman, Marcos completou a prova com o tempo de 12h20min. Poncinelli teve um ótimo desempenho e completou seu primeiro Ironman em 12h34min. “No caso deles a agenda apertada de médico e de juiz acabaram tornando o treinamento ainda mais difícil”, explica o treinador. A competição é complicada e extensa, e são muitas as dificuldades, mas Hallack fala sobre a principal delas.

SONORA DIFICULDADE

E os dois atletas já têm outros desafios pela frente. Poncinelli está bastante focado no 1/2 Ironman de Pirassununga, que acontece no final de novembro, e Marcos vai disputar a Maratona do Rio de Janeiro, no dia 18 de julho.

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Estreia do Tupi na série D do Brasileiro se aproxima

por Anna Flávia Horta

Novo técnico é indicação de Leonardo Condé


Faltando menos de um mês para o início da série B do Campeonato Brasileiro, o Tupi está com técnico novo e se prepara intensamente para os jogos. No dia 7 de junho Leonardo Condé deixou o comando do Tupi para assumir o Ipatinga, no Vale do Aço. O time ficou sem técnico até o dia 10, quando Jordan de Freitas, nome indicado pelo próprio Leonardo conde, assumiu a equipe.

Jordan de Freitas vai seguir a linha de ação de Léo Condé

Jordan tem 42 anos e foi treinador da Tombense na disputa do Campeonato Mineiro do Módulo II de 2010. Na equipe profissional foi treinador no Japão e na África treinou a seleção de Guiné Equatorial, nas eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul. Como jogador, Jordan já atuou no clube em 1990, sendo o capitão do time. Além disso, jogou no Cruzeiro, no Grêmio Maringá-PR e no Flamengo de Varginha.

O que muda com o novo técnico?

Jordan de Freitas informou que Leonardo Condé repassou a parte tática e as deficiências do time, antes de sair, para facilitar o início dos trabalhos. “A gente vai tentar aproveitar e seguir o máximo do que o Léo tem feito, porque ele fez um bom trabalho”, afirma.

Giovane Rezende é membro da torcida organizada Tribo Carijó e está confiante na campanha do Tupi no Brasileiro: “o novo treinador parece ser do mesmo estilo do anterior, foi indicado por ele, então isso dá mais confiança ainda. As expectativas são as melhores possíveis”, se anima.

Por enquanto a mudança mais expressiva de acordo com o novo técnico é no esquema tático do time. “O Léo estava jogando no 3:5:2, mas como nós perdemos jogadores importantes e não estamos conseguindo substituições a altura, a gente vai tentar preparar a equipe pra jogar no 4:4:2”.

O elenco

De acordo com a assessoria do Tupi, por enquanto os nomes confirmados para o campeonato Brasileiro são os goleiros Eládio e Gonçalves, os zagueiros Wesley Ladeira e Willian Tió, os meias Sammuel e Maguinho, os volantes Assis, Felipe Santos, Lucas Silva e Marcel, e os atacantes Robson, Cassiano, Felipe Arruda e Léo Carlos.

Os dois últimos desfalques do time são os laterais Marcelinho e Henrique. Jordan confirmou a necessidade de novas contratações para fortalecer o conjunto, principalmente na parte ofensiva.

O Tupi está apostando em manter o time de base, pois acredita que a equipe é forte e entrosada, o que fez com que o clube ganhasse mais visibilidade noCampeonato Mineiro.  “Os jogadores que fizeram boa campanha no Mineiro foram mantidos pela Diretoria do Galo, além disso, ainda está trazendo alguns jogadores que podem acrescentar ao elenco. No ano passado, com um time inferior chegamos em quinto lugar e quase subimos pra série C”, lembra Giovane Rezende.

Os planos de Jordan de Freitas agora são de aproveitar o tempo da melhor maneira possível para conseguir deixar a equipe pronta para o primeiro desafio contra o Madureira, adversário do Tupi no Campeonato Brasileiro.

Giovane Rezende (segundo da esq. para a dir) ao lado de outros membros da Tribo Carijó

A primeira disputa do Tupi no Campeonato Brasileiro está marcada para o dia 18 de julho, contra o Madureira, no Rio de Janeiro. Jordan de Freitas também ressaltou a importância da torcida no crescimento do time. Para Giovane, a torcida é a força que vem de fora e também faz parte do elenco. “O jogador rende mais quando ele recebe apoio, quando ele recebe essa recompensa vinda das arquibancadas. Esse apoio nada mais é do que jogar junto com o time”, se entusiasma.

Ouça aqui o novo técnico do Tupi falando sobre sua expectativa para o Brasileiro.

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Alunos da Facom produzem curta-metragem

Bomba d’água deve ficar pronto em agosto

Por Camila Carolina

A partir do dia 26, alunos da Faculdade de Comunicação Social da UFJF dão início a mais uma produção, o curta-metragem “Bomba d’água”. O filme, que terá a duração de 5 minutos, será produzido pelos alunos Nathália Carvalho, Eduardo Malvacini, Carolina Caniato, Solléria Rezende, Anderson Oliveira e Diego Casanovas. As gravações vão acontecer em um sítio no bairro São Pedro, em Juiz de Fora.

Idealizadores do curta. Da esq. para a dir.: Eduardo Malvacini, Carolina Caniato, Solléria Rezende, Anderson Oliveira e Nathália Carvalho

A idéia da produção do curta partiu de Eduardo e Carolina em dezembro do ano passado. O filme tem como enredo o conto homônimo “A Bomba D’Água” da escritora de 83 anos, Maria Thereza Pereira. O conto consiste na história de Alcides, um homem do campo que pretende instalar uma bomba d’água em sua casa a fim de oferecer um pouco mais de conforto à esposa. “Eu e o Dudu já estávamos pensando em gravar um curta, mas não tínhamos tema. Foi passando pelo site Recanto das Letras que descobrimos o conto e decidimos adaptá-lo e transformá-lo no roteiro do nosso filme”, conta Carolina Caniato. Ela e Eduardo já produziram outros dois curtas-metragens antes.

O filme, que começa a ser produzido no dia 26, estende seu período de gravações até os dias 3 e 4 de julho e deverá ser finalizado em agosto. De acordo com Carolina, “a intenção é ter o curta pronto a tempo de inscrevê-lo no Festival de Cinema Primeiro Plano, que acontece em outubro”. Além da equipe formada pelos seis alunos que trabalham atrás das câmeras, outras seis pessoas estarão envolvidas no projeto. No dia 5 de junho, os alunos iniciaram uma seleção para compor o elenco. No total serão seis personagens. Dois deles já foram selecionados Denner Xavier e Filipe Mostaro, que irão interpretar, respectivamente, as personagens de Jonas e do vendedor.

Com apenas um patrocínio, a equipe de “A Bomba D’Água” ainda espera o apoio da UFJF. “A organização é nossa, o roteiro, os equipamentos e a força de vontade. O que nos falta mesmo é o reconhecimento e o apoio de entidades culturais”, desabafa a produtora do curta Solléria Rezende.

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Realidade no mundo virtual dos games

Avanço tecnológico transcende o real e faz da indústria de jogos uma das mais lucrativas do mundo

Por Camila Carolina

Reconhecimento e comando de dispositivos por voz, captura e reprodução de movimentos. Essas são algumas das possibilidades trazidas pelo avanço tecnológico no mundo dos jogos. “A tendência é que os games se tornem cada vez mais realistas e reproduzam com perfeição elementos reais. O que se tem visto, são jogos elaborados de forma não tão pesadas, capazes de serem reproduzidos facilmente pelos aparelhos”, explica o técnico em informática da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Igor Camilo.

E é justamente essa aproximação com o real que desperta no estudante Victor Marcelino o prazer de passar horas em frente ao video game. “Sempre gostei de jogos. Eu acompanhei a evolução dos games desde o Atari e é incrível perceber a mudança dos gráficos, estão cada vez mais próximos da realidade”, ressalta Victor.

A tendência é aproximar os jogos do mundo real

De acordo com Igor Ferreira, o abandono total das joysticks (manetes) já é algo fácil de se prever. As indústrias têm apostado nos “jogos casuais” que são comandados por sensores. A indústria de games Nintendo lançou, em uma feira da categoria na última semana, a atualização de jogos em 3DF. Esses jogos seriam aqueles velhos conhecidos em 3D ( três dimensões), porém sem o uso dos óculos, o que segundo Igor, fica difícil de acompanhar.

No entanto, tanta tecnologia tem sido conhecida por poucos. O investimento alto das indústrias na inteligência virtual dos aparelhos e na magnitude dos gráficos impede que os jogos sejam acessíveis. O aparelho com menor resolução de gráficos, o Nintendo Wii-Fi Wi-Fi, chega a custar R$700 reais . Já o Xbox 360, produzido pela Microsoft, apresenta gráficos mais bem elaborados e é um dos mais caros do mercado, R$ 1,5 mil. O Playstaytion 3, concorrente direto do xbox e o único a usar blue-ray é o mais vendido do mercado e custa R$ 1,2 mil.

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Agressão a professores é cada vez mais frequente em JF

por Anna Flávia Horta

No final de maio a vice-diretora da Escola Municipal Álvaro Lins, no bairro São Judas Tadeu foi agredida pela mãe de um aluno da escola. A agressão aconteceu dentro do colégio, quando estava sendo comemorado o Dia da Família na escola, uma ação que tenta justamente aproximar a instituição da comunidade. De acordo com a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida de Oliveira, a agressão aconteceu por causa de um mal entendido sobre uniforme. O número crescente de agressão a professores preocupa os professores da rede municipal e, principalmente, o Sinpro. “O professor não pode trabalhar porque sente medo”, se revolta.

Esse caso é apenas um entre tantos que vêm acontecendo, não só em Juiz de fora, mas no país todo. Carmen Lourdes é uma das diretoras do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (SinproJF) e é a responsável pela área onde ocorreu o caso mais recente de agressão. A vice-diretora do Caic do bairro Linhares, Maria Barbosa Lima, foi agredida por um aluno de 13 anos na última semana. Segundo ela, a agressão se deu porque o aluno se recusou a retirar o boné e ficou indignado com a ordem da vice-diretora. Ela registrou ocorrência, mas não quis falar sobre o assunto.

Esse é o terceiro caso de agressão a professores em menos de um mês. “A situação do professor merece cada vez mais preocupação. O número de agressões a professores na rede pública é cada vez maior”, protesta Carmen.

O número de agressões a professores cresceu em relação ao ano passado, mas como a Polícia Militar não possui um registro específico das ocorrências, fica difícil precisar.

A professora aposentada Regina Lúcia de Almeida dava aula para o atualmente chamado ensino fundamental há 40 anos e explica que nessa época os pais consideravam a escola como uma forma de reforçar e complementar a educação que recebiam em casa. “Os alunos eram orientados pelos seus pais a obedecerem e a respeitarem seus professores”, e ainda completa: “alguns alunos respeitavam mais os professores do que os próprios pais.” Ela acredita que esse comportamento dos alunos está diretamente ligado com o ambiente em que vivem: “às vezes a criança cresce em um ambiente com muita violência e passa a considerar aquilo que vê como o jeito certo de resolver as coisas.”, explica.

O Sindicato dos Professores representa os trabalhadores em educação da Rede Municipal e da Rede Particular, do Infantil ao Ensino Superior e está mobilizado. Em todos os casos representantes do Sinpro estiveram presentes prestando todo apoio jurídico e político.

Ouça aqui Carmen Lourdes falando sobe o assunto.

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